O SOL E O SISTEMA SOLAR
(09/12/2004)

Fernando Ribeiro

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Somos bombardeados diariamente com informações assustadoras, especialmente sobre crescentes fenômenos astronômicos e ambientais. Terremotos, maremotos, furacões, tornados, chuvas com enormes granizos, inundações, deslizamentos, aumento da atividade solar, sem mencionar as notícias aterradoras de guerras e de doenças devastadoras que podem nos assolar através de atos terroristas. Seriam prelúdios de acontecimentos anunciados a milênios por antigos profetas? Essa questão sempre dá origem há inúmeras controvérsias.

Associações e grupos oportunistas aparecem a todo instantes, convencidos e a todos tentando convencer de que tudo o que está acontecendo é apenas uma confirmação de suas crenças. Crenças cegas. Quer se trate da chegada iminente de discos voadores ou da libertação e salvação gratuitas, rumo ao Éden da Nova Era. Seus mentores não tem o menor escrúpulo em alterar os dados disponíveis e ajustá-los para um perfeito encaixe nas suas previsões. É um prato cheio para os que acreditam em tudo comodamente.

De outro lado estão os cientistas que professam o ateísmo, ou se colocam temporariamente como ateus enquanto não aparecer uma prova palpável da existência do Criador, o que obviamente nunca poderá ocorrer. A palavra “impossível” é a preferida por laureados cientistas para afastarem qualquer previsão que seja contrária às suas teorias incompletas. Não é incomum ouvirmos essa palavra proferida sem nenhuma humildade e carregada da mais alta presunção. Nota-se aí como seu responsável cai no ridículo logo que a verdade vem à tona, a qual lança por terra a até então propalada sabedoria. Inúmeros exemplos, históricos inclusive, não faltam. Não podemos nos esquecer da presunçosa afirmação de outrora de que seria impossível a Terra girar em torno do Sol, ou mesmo que era impossível haver vida dentro de uma gotícula de água. Na verdade, nada mudou nos dias de hoje.

Em 1989 cientistas, sócios desse clube do “impossível”, declararam solenemente que as experiências que demonstravam existir fusão nuclear, sem a produção do lixo atômico, era uma enorme fraude. A prova oferecida era a não coincidência desses importantes achados com cálculos matemáticos advindos de seus limitados conhecimentos. Estamos presenciando mais uma vez vários expoentes da comunidade científica serem expostos ao ridículo, devido ao reconhecimento público da legitimidade incontestável dos resultados daquelas experiências. O “impossível” caiu mais uma vez, e uma busca da viabilização industrial nessa nova fronteira já pode ser iniciada. O legado da controvérsia inútil foi a perda de quatorze anos para o início da viabilização da energia nuclear limpa.

O nosso Sol se comporta como um reator de fusão nuclear, parecendo mesmo a uma bomba de hidrogênio muito bem regulada(*), que não explode nem implode. Entretanto, tornou-se já evidente que o astro está se modificando com uma velocidade assustadora. Porém, a afirmativa simples e categórica de que ele chegou ao fim de seu período útil, contradiz os dogmas da ciência atual. A concepção científica atual assevera que serão necessários cinco bilhões de anos para que o Sol se altere. Assim, mesmo seu fim sendo coisa certa, seria insano alguém se preocupar com isso agora. Se algo ocorrer, será num futuro tão longínquo que não haverá nenhuma alma para conferir. O Sol nasceu há bilhões de anos e sua morte ocorrerá através de uma sequência bem conhecida dos cientistas: no estágio final ele passará por um crescimento rápido e sem precedentes, podendo chegar a cem vezes o volume atual, seguido de um drástico encolhimento quando se apagar. Contrações e expansões levariam bilhões de anos antes da contração final, de onde restará uma estrela morta, a chamada anã branca.

Entretanto, novas descobertas revolvem esse velho assunto. Cada vez mais se percebe intuitivamente que algo muito grave está prestes a acontecer. Todavia, qualquer argumentação nesse sentido continua recebendo de volta o coro uníssono de “impossível”! O ciclo das manchas solares já não segue mais um padrão razoavelmente previsível como até algumas décadas, fato esse reconhecido hoje até por eminentes cientistas.

O físico e especialista em Sol, Dr. David Hataway, verifica diariamente o disco solar desde 1988. Foi com surpresa que ele notou, em novembro passado, que o Sol ficou por dois dias inteiramente livre de manchas. Isso também era “impossível” ocorrer nesta época. Esse sinal de falta de manchas costumava aparecer em intervalos mais ou menos regulares, anos à frente, anunciando o fim de um ciclo completo de aproximadamente 11 anos. Dr. Hataway revisou seus cálculos e agora espera o ciclo de 11 anos encurtar para 6 anos apenas! O seu ponto máximo, com o rotineiro aumento das explosões chamadas CMEs (Coronal Mass Ejection), que cada vez batem novos recordes, deverá vir anos mais cedo.

Essas explosões gigantescas causam apagões também gigantescos, além de provocar falhas nas comunicações e em vôos de aeronaves. Furacões e tornados se formam pelo desequilíbrio da temperatura oceânica, devido à irregularidade das irradiações solares. O aumento dos terremotos está provavelmente associados a isso(****). Reflexos no comportamento humano estão sendo considerados agora, podendo incluir aumento da irritação, apatia, doenças respiratórias, suicídios e assassinatos.

O campo magnético do Sol cria um halo conhecido por heliosfera. Na Academia de Ciência da Rússia, rumores ainda não divulgados oficialmente indicam alterações na composição da atmosfera de vários planetas. Mudanças no comprimento de ondas das irradiações solares e de seus harmônicos poderiam alterar a ressonância magnética existente no Sol e nos demais planetas. A heliosfera tem a forma de uma gota, com seu lado mais fino apontando para o lado oposto ao movimento do Sol. Pesquisas indicam existir na parte frontal desse halo um plasma com brilho aumentado, devido a uma nova excitação energética. A heliosfera já aumentou seu tamanho em 1.000%. A provável causa seria o sistema Solar estar adentrando numa área do espaço sideral de constituição diferente, contendo um nível energético maior.(*)

Desde que o homem se desligou de vez do seu Criador, com o assassinato de Seu Filho há dois mil anos atrás, o conhecimento humano não passa de um tatear na absoluta escuridão.

A Terra está inteiramente associada ao que ocorre no Sol e no sistema solar e não é preciso ser cientista para saber disso. A delimitação crítica de Roche(*) é um indicador da fragilidade do equilíbrio de qualquer órbita planetária. A órbita da Terra é mantida pela força centrífuga e centrípeta do movimento orbital e depende diretamente da sua massa e da massa do Sol. Qualquer perda inusitada e crescente da massa do Sol, se suficientemente grande, abalará esse equilíbrio e permitirá ao nosso planeta afastar-se de sua órbita atual. O Sol vem perdendo 5 milhões de toneladas de sua massa a cada segundo durante os últimos 4.5 bilhões de anos. Quanto tempo de equilíbrio ainda nos resta, é algo que ninguém está capacitado a informar com precisão.

Outras partes do sistema solar, como o cinturão de Kepler e as nuvens Oort estão a distâncias muito grandes do Sol, medidas pela unidade astronômica AU(**). Essas partes são pontos de origem de milhares de corpos siderais descobertos recentemente. Via de regra, objetos que surgem desses setores são classificados como asteróides ou cometas. Dezenas deles apresentam tamanho similar a Plutão. O próprio Plutão, aliás, descoberto em 1930, teria surgido do cinturão de Kuiper. Os objetos desse cinturão recebem números, como o “2003 VB12”. Esse incrível objeto poderia ser classificado como um cometa. Suas dimensões assemelham-se às de Plutão, e o seu periélio(***) está no limite externo do sistema solar. Por isso, foi considerado como o décimo planeta do sistema solar, ganhando o nome Sedna.

Não há explicação para sua órbita atual, a não ser pela influência gravitacional de um outro enorme planeta, ou cometa, ou mesmo de um outro sol ainda não descobertos. Existem pesquisas que denominam esse corpo de Planeta X ou Nemesis, demonstrando ser possível um raro encontro solar com outra estrela. O aparecimento de novos planetas, ou cometas de grande tamanho, infiltrando-se no âmago do sistema solar já foi comprovado cientificamente.

O fato é que esse novo planeta-cometa está se deslocando em direção ao sistema solar. Os cálculos indicam estar a uma distância aproximada de 90AU do Sol. Seu descobridor, Dr. Michael E. Brown, se dedica a explicar tal objeto de cor avermelhada e sua inusitada órbita. Suas estimativas são de que completará uma órbita completa em torno do Sol em 2075, chegando a 76AU em seu periélio. Seu apélio*** ocorreu à uma distância de aproximadamente 500AU, há cerca de 10.500 anos.

Para termos uma noção das velocidades dos astros, basta considerar que a Terra gira em torno Sol a 107.000 Km/h, ou seja, a 29,8 Km/s. O sistema solar se desloca a uma velocidade media de 800.000 Km/h, ou 230 Km/s. Se houver um pequeno erro nessa previsão, ao invés de o Sedna voltear em torno do Sol poderá passar de permeio nas órbitas dos planetas mais próximos. Uma modificação mínima em sua direção poderia colocá-lo muito mais próximo da Terra e do Sol, num tempo bem menor que 70 anos. Isso porque os cálculos foram obtidos com apenas 1% de dados estimados de sua órbita mais recente. Todos lembramos do vexame de anos atrás quando da visita do cometa Halley. Passou tão longe que os astrônomos ficaram convenientemente em absoluto silêncio. A visita inesperada desse planeta, ou cometa, poderá causar catástrofes, principalmente se as órbitas planetárias estiverem se afrouxando dos equilíbrios orbitais.

Essas possibilidades corroboram antiquíssimas profecias. Várias falam que no fim dos tempos haveriam sinais no Sol e nos céus. A Bíblia, livro de mais de dois mil anos e com a maior tiragem no mundo, nos apresenta as seguintes passagens:

Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e sobre a terra as nações estarão em angústia, aterrorizadas pelo bramido do mar e pela sua agitação, enquanto os homens desmaiarão de pavor com medo das desgraças que sobrevirão ao mundo; pois as potências dos céus serão abaladas. (Lc21:25,26)

Logo depois da tribulação desses dias, o sol escurecerá, a lua não mais brilhará, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas. (Mt24:29)

Mas naqueles dias, depois dessa desolação, o sol escurecerá, a lua não mais brilhará, as estrelas por-se-ão a cair do céu e as potências no céu serão abaladas. (Mc:13:24)

Depois vi o Cordeiro abrir o sexto selo; e sobreveio então um grande terremoto. O sol se escureceu como um tecido de crina, a lua tornou-se toda vermelha como sangue. (Ap 6,12)

Um posicionamento sério, nem fantasioso nem cético, para aqueles que ainda possuem a convicção íntima da Justiça Divina, não pode incluir o temido “fim do mundo”. Devemos aproveitar cada oportunidade que se oferece, nos crescentes embates, para buscar uma explicação que contenha a Verdade. A convicção nas leis perfeitas do Criador é o único caminho de superação de qualquer dificuldade. Os valores reais vão prevalecer, independentemente do que possa ocorrer no futuro e muito menos de quando isso ou aquilo vá ou não ocorrer. São justamente esses reais valores que estão ausentes na mente do homem moderno, e que devem ser buscados pelas vivências e esforço próprio de cada um.

A Terra e o sistema solar não devem ser chamados de “nossa Terra”, “nosso Sol”. Tudo pertence ao Criador dos universos. A velha escala de valores já mostrou o que foi capaz de fazer, desorganizando e destruindo o meio ambiente na Terra e causando sofrimentos sem fim. Agora, uma nova ordem será imposta à força. O grande Lar, emprestado amorosamente para o nosso desenvolvimento espiritual foi semi-destruído pela humanidade. O tempo para outras tentativas presunçosas esgotou-se. Quando tudo sair rapidamente de controle, seja no descalabro de instituições apoiadas no dinheiro e nos poderes, ou quando direitos de qualquer ordem se desfizerem em pó, restarão apenas os valores reais, que cada um pode levar consigo mesmo após a morte terrena. Esta virá antes, durante ou depois de qualquer cataclismo esperado. O tempo para acordar e tornar-se finalmente novo, isto é, para se adequar incondicionalmente às Leis da Criação, chegou. Este acordar virá para uma parte da humanidade somente. Estamos na soleira da porta, e esta será em breve definitivamente fechada. Pouquíssimo tempo ainda nos resta para a decisão.

Ninguém deve jactar-se de já estar “salvo”, pois aqueles que assim pensam poderão da segunda morte padecer. Enquanto que outros, aparentemente já condenados, no último momento poderão a ela sobreviver!

(*) Ver “Os Primeiros Seres Humanos” - capítulo A Era Glacial - e “O Livro do Juízo Final” - capítulo O Sol Morre -, de Roselis Von Saas

(**) AU (Astronomical Unit) 150.000.000 Km.

(***) Perihélio e aphéio são os pontos de qualquer órbita solar elíptica, que mais se aproxima e que mais se afasta do Sol.

(****) Em certos círculos científicos acredita-se existir na ionosfera suficientes evidências de sinais que precedem grandes terremotos e que isso pode ser usado como um alerta antecipado. Além das óbvias ondas acústicas geradas antes e durante um terremoto, o processo que precede e prepara grandes terremotos é a geração de - (EMEs) - Emissões Eletromagnéticas. Essas EMEs foram detectadas na ionosfera até seis dias antes de ocorrências de grandes terremotos, como no caso do ocorrido no Chile em 1960, de 8.3 graus Richter.